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CASA DE RICOS E POBRES

Pe. Francisco Teixeira de Araújo, EP

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Qual a finalidade de uma igreja? Ora, dirá alguém: a igreja é o lugar onde se presta culto a Deus. Desde tempos imemoriais, sempre foi essa sua finalidade.

Os pagãos, na antiguidade —egípcios, gregos, romanos — multiplicaram os templos para deuses tão numerosos quanto falsos. Salomão, rei dos judeus, construiu uma das maravilhas do mundo antigo, o templo de Jerusalém, dedicado ao único e verdadeiro Deus.

Após a vinda de Nosso Senhor, quando os cristãos obtiveram liberdade de ação, começaram a construir edifícios próprios para o culto. De início, muito modestos, chegaram depois à magnificência das catedrais góticas medievais.

Embora o templo seja principalmente o local onde se presta de forma adequada culto a Deus, não é esta, entretanto, sua única finalidade.

A Santa Igreja é mãe dadivosa. Ao inspirar os construtores das igrejas, não tem em vista apenas atender às necessidades do culto divino, mas toma em consideração também as necessidades de alma dos seus filhos. Por este motivo, os bons templos católicos — sejam eles suntuosos ou modestos — são sempre acolhedores, propiciando aquela atmosfera de refrigério, de luz e de paz, que lhes facilita “conversar” com Deus, Maria, os Anjos e os Santos, formulando preces ou simplesmente ouvindo a voz maravilhosa da graça no fundo dos seus corações.

Basílica de São Francisco de Assis – Itália

A igreja — disse alguém — é o palácio dos pobres. A afirmação é verdadeira, porém incompleta, pois ela é o palácio de todos: ricos e pobres, poderosos e humildes, sãos e doentes, santos e pecadores. Não há quem não encontre em seu ambiente acolhedor o alívio que procura.

A este propósito, guardo recordações muito vivas da minha infância. Morava eu numa pequena cidade nordestina, onde a vida corria pacata e muito simples. De repente, a família decidiu mudar-se para São Paulo! Transportado para o mundo tão diferente da cidade grande, havia, porém, algo que me enlevava e pacificava: era o ambiente da pequena igreja do meu bairro.

Fiquei encantado como som do órgão, a beleza dos paramentos, o dourado reluzente dos cálices e cibórios, o esplendor da custódia onde era exposto o Santíssimo Sacramento. Tudo isso concorria para pôr-me numa clave elevada de cogitações, e me fazia experimentar a alegria de ser católico. Nunca me passou pela cabeça a mesquinha objeção de Judas Iscariotes: Para que tanto “desperdício”? Pois para mim era inteiramente óbvio que, para prestar homenagem a Deus, a Nossa Senhora, não há o que baste.

Catedral de Curitiba

Sentia sempre uma alegria ao observar na singela igreja paroquial a limpeza exímia, a distinção, as cores vivas, contrastando com o cinza da cidade. Era um descanso para os olhos e para a alma. Nas grandes festas religiosas, a igreja como que extravasava para o bairro inteiro sua benéfica atmosfera. Eram as grandes procissões, especialmente a de Corpus Christi, quando Jesus Sacramentado percorria o bairro, abençoando os lugares por onde passava. As ruas eram todas atapetadas de flores e de serragem, formando desenhos multicoloridos — artísticos alguns, ingênuos outros.

Quando a procissão retornava à igreja, deixava por onde havia passado um convite de Nosso Senhor: “Venham todos visitar-me em minha casa! A todos espero dentro do Sacrário. Lá estarei para ouvir, atender, ajudar, consolar qualquer um que queira me procurar. Não deixem de visitar também Maria, Mãe minha e de todos vocês, e encontrarão a paz de alma que tanto desejam”

É o que agora lhe sugiro fazer: sempre que tiver oportunidade, entre numa igreja! Mesmo que seja para uma rápida visita de apenas um ou dois minutos. Se dispuser de um pouco mais de tempo, deixe que a atmosfera do recinto sagrado impregne sua alma. Reze. Fale com Jesus, com Maria. Ou simplesmente fique quieto, ouvindo o que Eles têm a lhe dizer no fundo do coração.

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(Condensado da revista “Arautos do Evangelho”, nº 18, junho de 2003, p. 48-49)

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