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Revista Arautos do Evangelho

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UM GRANDE MOSAICO

Mesmo para uma pessoa de cultura mediana é comum, ao mostrarmos determinada obra de arte, exclamar: “É pintura de tal pintor”. Se mostrarmos outra razoavelmente conhecida, ouviremos o nome de seu autor.

Por que?

Podemos dizer que o artista, antes de executar uma obra de arte ou mesmo artesanal, concebeu-a interiormente em sua imaginação, inteligência, etc.

Por isso, pela beleza, complexidade ou grau de perfeição de uma obra de arte podemos aquilatar não só a capacidade criativa do artista, mas algo de sua própria inteligência e habilidade.

Isso que se dá a propósito de obras humanas, devemos aplicar à imensa maravilha da Criação. Pela beleza, harmonia e perfeição do Universo fica evidente a infinita perfeição do Criador, sua infinita sabedoria e poder.

Para se ter ideia da diversidade de seres criados —apenas sob o aspecto de tamanho — considere-se que a maior estrela conhecida, Canis Majoris é 2.000 vezes maior que o Sol, enquanto o núcleo do átomo é bilhões de vezes menor do que o ponto que conclui esta frase.

Se tomarmos os seres vivos, a sequoia Sherman (EUA) é o maior deles com “apenas” 115 metros de altura, mais de 2.000 anos de existência e 3.500 toneladas de peso. Já o menor ser vivo conhecido, é o nanobe que vive no fundo do mar e 2 bilhões deles cabem folgadamente na cabeça de um alfinete!

O trecho de artigo do Mons. João Clá Dias, Fundador e Superior Geral dos Arautos do Evangelho, publicado a seguir nos dá uma visão precisa e elevada destas diversidades como reflexo de Deus.

OS GRAUS DE PERFEIÇÃO NA OBRA DA CRIAÇÃO

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

Quem contempla a natureza criada percebe facilmente uma gradação em que verdade, bondade e beleza se tornam mais intensas e nobres à medida que se sobe na escala dessa magnífica obra de Deus.

Basta observar, por exemplo, no reino animal, uma formiga transportando alimento para o formigueiro. Manifesta ela tal tenacidade e retidão no cumprimento de seu objetivo, que se fosse tomada como modelo de disposição para o trabalho, levaria qualquer país à prosperidade.

Ou, então, um colibri quando paira no ar e bate as asas com encantadora elegância, de modo tão rápido que nem é possível distingui-las com nitidez. Ou ainda o esquilo, animal tão ordenado que, além de ser monogâmico, é dotado de certo instinto de propriedade pelo qual defende energicamente seu terreno, não permitindo que ninguém o invada.

No reino humano, por sua vez, existe a hierarquia das diferentes qualidades individuais, e, ultrapassando os limites da mera natureza, destacam-se figuras extraordinárias, como a de São Pedro ou de São Pio X, representantes de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra.

No ápice do universo está o próprio Jesus, com duas naturezas, a humana e a divina. É o Criador unido à criação. Portanto, tudo quanto há de verdadeiro, bom e belo nas criaturas encontra n’Ele sua arquetipia. Em Cristo “foram criadas todas as coisas nos Céus e na Terra, as criaturas visíveis e as invisíveis” (Col 1, 16).

A esse respeito, São Tomás propõe uma interessante comparação: “O artesão produz sua obra segundo uma forma por ele concebida interiormente, revestindo-a, de alguma maneira, de uma matéria exterior; do mesmo modo, o arquiteto constrói a casa conforme o modelo por ele idealizado. E é assim que dizemos de Deus: que Ele tudo fez em sua sabedoria, porque a sabedoria divina com relação às criaturas é como a arte do construtor em relação ao edifício. Ora, esta forma e esta Sabedoria é o Verbo”. ⁽¹⁾

Eis a razão pela qual podemos vislumbrar reflexos das sublimes perfeições do Homem-Deus em todos os seres criados.

⁽¹⁾ SÃO TOMÁS DE AQUINO. Super Epistolam Sancti Pauli Apostoli ad Colossenses lectura. C.I, lect.4.

.

(Transcrito de “O inédito dos Evangelhos”, do Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, Libreria Editrice Vaticana, 2013, p. 309-310. Foi também publicado na revista Arautos do Evangelho, nº 149, maio de 2014, p. 9-10. Para acessar o exemplar do corrente mês clique aqui )

Ilustrações: Arautos do Evangelho, brfreepick, Wiki, WordPress

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