Há um século e meio, em dezembro de 1854 o Beato Papa Pio IX, proclamava o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, para o regozijo de todo orbe cristão.

Sublime prerrogativa esta, a de ser preservada de toda mancha!

Se analisarmos mais detidamente, veremos que este dogma encerra não só um aspecto negativo— ter sido Ela concebida sem pecado — mas também, necessariamente, o aspecto positivo: Maria foi concebida em graça e, como afirma o Concílio Vaticano II, foi “enriquecida, desde o primeiro instante da sua Conceição, com os esplendores duma santidade singular. (¹⁾

A MAIOR PLENITUDE CONCEBÍVEL ABAIXO DE DEUS

O Espírito Santo habitou n’Ela desde o início de sua existência, enchendo-A de seus dons, virtudes e carismas com tanta abundância, conforme ensina o Beato Pio IX: “Ela possui tal plenitude de inocência e de santidade que, depois da de Deus, não se pode conceber outra maior. ⁽²⁾

É a essa plenitude de graças que faz referência o Arcanjo Gabriel na sua saudação: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1, 28).

Não poderia ser de outro modo, pois d’Ela nasceria Deus feito homem.

 

⁽¹⁾ CONCÍLIO VATICANO II. Lumen gentium, n.56.

(2) PIO IX. Bula Ineffabilis Deus.

 

Ilustração: Vitor Domingues