Como é admirável a Santa Igreja nos seus Santos. Com maternal solicitude, cuida de todos seus filhos, desde o que está crescido, sadio até o menor, àquele que esteja enfermo.

Num breve relato da vida de dois santos podemos ver como a Igreja não exclui a ninguém.

SANTO ESTEVÃO, REI DA HUNGRIA

Vejamos alguns traços da vida de rei santo: Santo Estevão, primeiro Rei da Hungria.

Rei aos 20 anos, em 997, civilizou e cristianizou um povo semi bárbaro, obtendo-lhe o respeito dos povos vizinhos. O Papa São Silvestre II, em reconhecimento pelo seu tino organizador e por sua piedade, deu-lhe o título de Rei, e enviou-lhe a coroa, o cetro e o globo. Obteve a divisão do reino em Dioceses, a vinda dos monges beneditinos para afervorarem e ensinarem ao povo.

Sua esposa, Gisela foi beatificada e é filha de dois santos: Santo Henrique II, Imperador do Sacro Império e de Santa Conegundes, Imperatriz. Seu filho é Santo Américo.

Como consola ver a santidade brilhar em meio às pompas legítimas de tais santos.

 

SANTA ZITA, EMPREGADA DOMÉSTICA

Curiosidade: a última Imperatriz da Áustria e Rainha da Hungria (século XX) chamava-se Zita. Seus pais acharam a coisa mais natural escolherem para ela o nome de Zita, inspirados em Santa Zita, empregada doméstica.

Ao vermos a vida de Santa Zita encontramos o mesmo carinho da Igreja, que, como Mãe, faz florescer virtudes em todas as condições: quer na vida comum, quer na pompa de Reis e Imperadores, quer numa simples empregada doméstica. Não exclui ninguém.

Possa isso servir de alento à multiplicidade dos que vão ler este post, confirmando-lhes que Deus a ninguém falta, ninguém é abandonado por Ele. Apesar de que muitos O abandonam…

 

Ilustrações: Arautos do Evangelho, Wiki