É MEU FILHO…

 

Santa Giana Beretta com o filho Imagem ilustrativa
Santa Giana Beretta com o filho
Imagem ilustrativa

Certo jovem que se desencaminhara, acabou sendo condenado à morte por ter cometido inúmeros “crimes hediondos”. O local onde se encontrava, à espera da execução estava fortemente guarnecido pela polícia, não tanto para impedir a sua fuga, mas para impedir seu linchamento.

Em meio a esse confronto, uma senhora consegue passar o cordão policial, entrar no prédio e pedir para ver o condenado. Ante o espanto da autoridade, que lembrava à senhora a gravidade dos crimes, ela apenas respondeu:

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QUANDO O DEMAIS NÃO É SOBRA

 

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É frequente ouvirmos, a esse ou aquele propósito, a expressão “Tudo de mais é sobra”. Há, porém, certas coisas que, mesmo sendo “demais” não são “sobra”.

Só em enunciar isso, já ocorrerá ao caro internauta certas coisas que não são “sobra”, mesmo sendo “demais”: amor a Deus, paz de alma — e no mundo —, entre muitas outras.

Vejamos algo que, mesmo quando for “demais”, nunca sobrará.

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ESCOLHA SÁBIA

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O que você diria de alguém que quisesse criar uma organização para conquistar o mundo, e para tal recrutasse pessoas sem instrução, exercendo ofícios pouco cotados, sem praticamente nenhuma projeção social, sem recursos financeiros, etc.?

Dir-se-ia que esse alguém não teria a mínima possibilidade de êxito e talvez fosse taxado de visionário ou inconsequente, pois não estaria reunindo as mínimas condições de sucesso.

E, se fosse possível dar um salto no tempo, ver qual foi resultado, décadas ou séculos depois, o que encontraria?

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RECUSARÁS ESTE AMOR?

Uma das situações mais próprias a despertar a confiança e o amor a alguém é saber-se também amado por aquele a quem amamos. Há, porém, uma outra situação que nos leva a amar ainda com mais intensidade e afeto este alguém: é saber que ele nos amou antes de nós o conhecermos, que por amor a nós fez maravilhas e padeceu atrozmente para manifestar esse amor. É sobre esse amor que trata o Mons. João Clá, Fundador e Superior Geral dos Arautos do Evangelho no artigo que a seguir transcrevemos.

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UM GRANDE MOSAICO

Mesmo para uma pessoa de cultura mediana é comum, ao mostrarmos determinada obra de arte, exclamar: “É pintura de tal pintor”. Se mostrarmos outra razoavelmente conhecida, ouviremos o nome de seu autor.

Por que?

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POR BOSQUES NUNCA DANTES CONTEMPLADOS

Nosso Brasil foi dotado pela Providência de incontáveis belezas naturais que fazem o maravilhamento de quantos nos visitam. Mas, o Divino Criador tem em Si infinitas belezas. Por mais que sua dadivosidade tenha ornado nossa Pátria — e outros países tropicais — com as belezas próprias a estas latitudes, colocou Ele diferentes e incontáveis belezas em outras áreas da Terra.

Vejamos uma dessas belezas a que estamos pouco acostumados e, quiçá, nunca as tenhamos contemplado.

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NETA DE DEUS

Fruto do preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, emana dos tesouros da Cristandade um brilho sobrenatural que os distingue dos monumentos e obras de civilizações pagãs, pois, acima dos valores artísticos, nota-se neles uma bênção pela qual remetem a um plano superior, metafísico, e deste ao divino. Como dizia Dante, as obras de arte dos homens são “netas de Deus”. (1)

Letícia Gonçalves de Sousa

Destacam-se nessa categoria as catedrais medievais, erigidas no tempo em que, segundo a feliz expressão de Leão XIII, “a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos”. (2) No conjunto dessas magníficas construções, brilha com especial esplendor a de Reims, erigida no século XIII em substituição ao templo carolíngio destruído por um incêndio.

Concebida como um hino de glória ao Criador, ela é adornada por2.303 estátuas e enquadrada por duas torres que se elevam a 81 metros de altura, parecendo querer se destacar da Terra e alçar voo em direção ao Céu.

Até 1825, ano em que foi coroado Carlos X, aí se realizavam as cerimônias de sagração dos monarcas da Filha Primogênita da Igreja. Era crença popular que o rei tinha a faculdade de curar os doentes de escrofulose, mal comum naquele tempo. Por isso, à saída do solene ato litúrgico, aqueles infelizes se aproximavam do soberano recém-coroado e este se detinha diante de cada um, dizendo: “Le roi te touche,Dieu te guérit — O rei te toca, Deus te cura”. Bela fórmula que revela a consciência de ser o homem apenas um instrumento nas mãos do Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Este estado de espírito despretensioso do Rei Cristianíssimo reflete-se também na própria simbologia da catedral que, pelo seu élan ascendente, convida todos a se reportarem continuamente ao Criador. As suas altivas torres recordam-nos que toda a nossa existência deve estar ordenada em função da eternidade. Sua singular beleza é obra demãos humanas, mas são as miríades de luzes sobrenaturais, dons de Deus, que a tornam uma verdadeira maravilha.

NO PÓRTICO, A RAINHA

No monumental pórtico de entrada está representada a mais grandiosa e a mais humilde das criaturas: Maria Santíssima. Receptáculo de todas as graças e eleita pelo Pai, sobre Ela pousou o Espírito Santo para gerar em seu claustro virginal o Esperado das nações, Nosso Senhor Jesus Cristo. Contudo, ao receber o entusiástico elogio de Santa Isabel, proclamou Ela sua pequenez e restituiu ao Altíssimo o inapreciável dom recebido: “A minha alma engrandece o Senhor, e exulta meu espírito em Deus meu salvador, pois Ele olhou para o nada de sua serva e desde agora as gerações me proclamarão bem-aventurada” (Lc 1, 46-48).

Se atribuirmos a nós mesmos a glória de eventuais êxitos, jamais gozaremos da felicidade do Reino Celeste. Seguindo, porém, os passos da despretensiosa Soberana da Restituição, alcançaremos as alegrias próprias àqueles que, por terem reconhecido o seu nada, são proclamados bem-aventurados e cantam eternamente nos Céus a glória de Deus.

Eis uma das mais belas lições transmitidas pela magnífica Catedral de Reims.

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(1) ALIGHIERI, Dante. Divina Comédia. Inferno, Canto XI, v.105.

(2) LEÃO XIII. Immortale Dei, n.28.

(Publicado originalmente na revista Arautos do Evangelho, nº 135, de março de 2013, p. 50-51.Para acessar o exemplar do corrente mês clique aqui )

Ilustrações: Arautos do Evangelho, Gaudium Press.

QUEREIS VOAR?

Em geral entende-se férias como um período de descanso e entretenimento, longe dos livros do colégio. Foi o que aconteceu conosco, aspirantes a Arautos do Evangelho de Curitiba. Mas, nem por isso deixamos de aprender. E muito. Mais ainda, sobre um tema importantíssimo, exposto de modo super interessante.

O tema foi nada mais nada menos do que Nossa Senhora. Como podem ver, dificilmente poderia haver um tema mais elevado. Claro! Conhecer para amar melhor, confiar mais na Virgem escolhida por Deus para nEla tomar a natureza humana. Foi o “caminho” escolhido pelo Altíssimo para vir a nós e por isso deve ser o que devemos escolher para ir a Ele.

O grande Doutor mariano, São luís Grignion de Montfort assim se expressa logo na primeira frase de sua magnífica obra “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”: “Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio dela que Ele deve reinar no mundo”. (1)

Foram exposições feitas com muita vivacidade, mescladas com teatro, projeções, trechos de homilias do Mons. João Clá, Fundador dos Arautos do Evangelho.

UMA PRECIOSIDADE

O curso transcorreu no conjunto do Colégio e Seminário dos Arautos em São Paulo, cuja “peça” mais preciosa é a Basílica Nossa Senhora do Rosário. Um dos que lá estiveram selecionou algumas fotos que publicamos abaixo, em galeria. A foto que abre este post é de uma das torres da Basílica (que é apenas seis metros menos alta que a famosa Catedral de Notre Dame, em Paris). As torres parecem querer voar para o Céu… e nossas almas também, em tal ambiente.

Cada detalhe da Basílica é uma verdadeira joia, os vitrais multicoloridos deixam passar verdadeiras cascatas de luz com os mais variados matizes, colorindo os mármores e até a face das pessoas. O teto faz lembrar uma frase de Santa Teresinha do Menino Jesus, referindo-se ao céu material: “… o Céu do qual vemos o belo avesso”. Do teto da Basílica, semeado de estrelas poder-se-ia dizer o mesmo: parece ser o avesso de um “tecido”, o Céu dos bem-aventurados.

Em vários momentos do dia ouvíamos os magníficos sinos, ora anunciado o Angelus, ora avisando o início das Missas.

Não menos magnífica é a Capela do Santíssimo Sacramento: pequena, recolhida, onde vinte e quatro horas do dia dois Arautos rezam continuamente nas intenções que nos pedem.

Convido o estimado internauta a fazer uma visita à Basílica. Fica na Rua Avaí, começando na Estrada Santa Inês, bem perto do Clube de campo da Asso. Paulista de Medicina E enquanto não a pode fazer “ao vivo”, convido-o a fazer uma virtual. Para isso clique aqui )

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(1) São Luís Maria Grignion de Montfort, Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, Ed. Vozes, Petrópolis, 43ª Edição, nº 1, P. 19.

MALES QUE VEM PARA BEM

Um lapso involuntário. Mas dele podemos tirar um fruto extra.

Deixamos de postar as fotos e a matéria sobre o encerramento do ano letivo no Colégio dos Arautos do Evangelho em Curitiba. Assim, o que será novidade para muitos, servirá para avivar as saudades de outros, presentes a este ato tão decisivo na vida de vários dos alunos.

A solenidade realizou-se na igreja de Santa Maria Goretti, com a participação do corpo docente e alunos de ambos ramos (masculino e feminino) do Colégio Arautos do Evangelho em Curitiba. Uma Missa celebrada pelo Pe. Ryan Murphy, EP, abriu a sequência dos atos.

Após esta, houve a entrega dos diplomas e medalhas aos alunos que demonstraram melhor aproveitamento. A mesa era formada pelo Pe. Ryan Murphy, pela diretora do Colégio, Irmã Maria Suzana Moreira Carneiro, EP, a coordenadora pedagógica, Profª Heloisa Helena Alves Passarella, e representantes do corpo docente.

Seguiu-se a confraternização da qual participaram professores, alunos e suas famílias. Era patente o clima de alegria, proveniente em boa parte da certeza do dever cumprido.

DIFERENCIAL DO COLÉGIO

Além de proporcionar aos educandos a aquisição e ampliação do saber, por meio das diversas disciplinas, e de incentivar cada um a desenvolver suas potencialidades individuais, o Colégio Arautos do Evangelho — como deve ser todo colégio católico — tem como pressuposto despertar nos alunos o interesse por realidades mais altas, levando-os a considerar todas as coisas sob o prisma da verdade, do bem e do belo.

Tal método de ensino — diametralmente oposto tanto às áridas abstrações racionalistas quanto à mentalidade materialista e egoísta do mundo hodierno — permite ao estudante abeberar-se nas palavras de vida eterna, procuradas com avidez pelo coração humano.

Graças a essa visão pedagógica, que abarca de modo harmônico e coerente a Fé e os vários ramos do conhecimento, formando um verdadeiro unum, o Colégio Arautos do Evangelho obtém sucesso na educação da juventude.

O jovem terá, dessa forma, condições de ser um elemento ativo para a mudança da sociedade, ao longo de toda sua vida. Planta-se uma semente nos corações deles, que irá desabrochar quando forem adultos.

2015: ESPERANÇAS E APREENSÕES

Houve um tempo em que cada um de nós foi imensamente feliz. “Oh! que saudades eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais!”— canta um famoso poeta brasileiro. Bem soube ele exprimir em seu poema o tempo da nossa inocência primaveril.

Naqueles dias, tudo nos encantava: as cores das asas de uma borboleta, os esforços de uma formiguinha para carregar uma folha muito maior do que ela, os cambiantes desenhos das nuvens, formando ora um rosto, ora a silhueta de algum animal; mais ainda, as árvores de Natal, carregadas de luzinhas e bolas coloridas. Em outras ocasiões, nos maravilhávamos com uma cerimônia na igreja paroquial, ou com um presépio no qual, silenciosos e recolhidos, estavam São José e Nossa Senhora velando o Menino Deus.

Verdade é que, naquele ditoso tempo nossa inocência ainda não enfrentara a luta, a qual se introduz de modo paulatino em nossa vida já nos primeiros anos de escola: o esforço para cumprir o dever, o estar longe do lar, o comportamento agressivo de certas amizades. Com o correr dos anos, outros interesses vão absorvendo nossa atenção, e por fim nosso mundo encantador é, infelizmente, com frequência quebrado e manchado por nossas próprias faltas.

Conservar a inocência até a idade adulta é um dom de Deus, e hoje poucos o conseguem. Contudo, recuperá-la talvez seja dádiva ainda mais preciosa, e isso está ao alcance de todos, por meio do confessionário e da emenda de vida.

Através desse prisma pessoal, podemos considerar devidamente a situação do mundo e nos perguntar, uma vez mais, o que trará este Novo Ano: catástrofes ou alegrias? Se trilharmos as vias do pecado, correremos um sério risco de sermos abalados e arrastados pelos turbilhões amargos dos acontecimentos. Todavia, se nos mantivermos na inocência, ainda que apareçam situações trágicas diante de nós e as calamidades rujam ao nosso redor, conservaremos a alegria, a paz interior e a verdadeira felicidade, na certeza inabalável de que Deus vela por nós.

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(Adaptado da revista Arautos do Evangelho, nº 97, janeiro de 2010, p. 5. Para acessar o exemplar do corrente mês clique aqui )

Ilustrações:Arautos do Evangelho, Studad