Santa Terezinha do Menino Jesus refere-se ao céu material que vemos como “o belo avesso do Céu” dos bem-aventurados. E é bem isso: a realidade material da natureza que vemos é realmente um “avesso” — o lado menos bom de um tecido. Mas Deus em sua infinita misericórdia fez para nós um “avesso” muito belo; vendo-o podemos imaginar o prêmio eterno que nos aguarda se nessa vida vivemos conforme a vontade de Deus.
Foi contemplando — e, por assim dizer, mergulhando nesse “avesso” que uma jovem senhora chegou a conclusão de como ver o outro lado: o caminho para o prêmio que Deus reserva aos seus.
A Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de São Salvador da Bahia — primacial do Brasil — divulgou a visita do Bispo Auxiliar à casa dos Arautos do Evangelho em Salvador durante a qual celebrou a Missa para os participantes de um retiro de formação espiritual. Veja a nota.
Por ocasião do centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, tendo o mundo chegado a situação dramática em que se encontra, é sumamente conveniente lembramos as palavras de esperança ditas pela Santíssima Virgem: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”. Mons. João Clá, Fundador dos Arautos do Evangelho nos dá as razões dessa esperança:
Alguém entra na cabine de avião da foto ao lado e depois de examinar um pouco diz para si mesmo: “Deve ser obra do acaso; o vento foi juntando as peças e deu nisso. Simples acaso”.
O que diriam os engenheiros, projetistas, etc sabendo desse juízo a respeito de algo – trata-se da cabine do Concorde – que levou mais de 20 anos para ser projetado, construído, testado, etc? Com toda razão achariam que o “alguém” que emitiu tão disparatado juízo, não está com a cabeça em ordem…
Pois bem, vejamos algo muito mais complexo que a cabine do Concorde. Poderá ter sido obra do acaso?Continue lendo Por acaso?→
Os japoneses sempre gostaram de peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não são piscosas.
Os pescadores começaram a pescar mais longe. Levavam mais tempo para voltar, e o peixe já não era fresco. Os japoneses não gostaram.
Instalaram congeladores em seus barcos. Pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Mas os japoneses notaram a diferença.
Colocaram tanques de água: os peixes ficavam empilhados como “sardinhas”. Por falta de espaço não se moviam mais. Chegavam vivos, porém cansados e abatidos. Os japoneses notaram a diferença.
Como resolveram este problema? Como trazer peixe fresco?
olocaram um pequeno tubarão em cada tanque. Este comia alguns peixes, mas a maioria chegava “muito viva”… e fresca.
Tudo porque enfrentavam dificuldades.
* * *
Portanto, quando aparecerem dificuldades, lute para vencê-las.
Assim, você chegará como “peixe fresco” ao porto chamado eternidade.
E lembre-se: quando Deus permite as dificuldades e em alguma delas você se sente fraco, é sinal que Ele quer que você peça ajuda. Reze. Deus é Pai, Nossa Senhora é Mãe.
No dia de hoje, 7 de julho de 2017, apareceu nas mídias sociais dosArautos do Evangelho uma publicação com o seguinte título:
Manifesto Denúncia – Visita canônica ou inquisição farisaica? – Querem destruir a Igreja e isto não podemos permitir!
Esclarecemos que este texto é de responsabilidade única, exclusiva e pessoal de seu(s) autor(es), cuja identidade ainda desconhecemos. Ele não representa o pensamento dos Arautos do Evangelho, e foi divulgado sem o conhecimento da sua direção, utilizando-se indevidamente da plataforma informática da entidade. As devidas medidas investigativas estão em andamento para esclarecer o ocorrido e, no respeito à liberdade de opinião, dissociar pontos de vista individuais com a posição de nossa Instituição.
Quem trata com crianças na primeira infância, pode a justo título impressionar-se pela exatidão de suas observações, e até perguntar-se como conseguiu alguém tão desprovido de experiência emitir juízos tão simples e acertados.
Nesta sexta-feira e sábado, dias 12 e 13!
Realizaremos Nesta sexta-feira e sábado, dias 12 e 13, a VIII ROMARIA ANUAL AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA APARECIDA.
Tema atualíssimo é tratado pelo Mons. João Clá, Fundador e Superior Geral dos Arautos do Evangelho no seu comentário ao trecho em que os fariseus julgam fazer uma armadilha a Nosso Senhor.
Mons. João Clá mostra a sagacidade divina de Jesus ao deixar os fariseus sem ter o que dizer, e ao mesmo tempo institui o Sacramento do Matrimônio.
O texto a seguir são excertos. O artigo completo foi publicado pela Libreria Editrice Vaticana. (1)
OS FARISEUS E PUREZA ORIGINAL DO MATRIMÔNIO
Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP
Encontrava-Se o Divino Mestre evangelizando “a região da Judeia, além do Jordão” (Mc 10, 1). Enquanto ensinava as multidões, os fariseus, adeptos de uma moral de exterioridades, “se aproximaram de Jesus. Para pô-Lo à prova, perguntaram se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher. (Mc 10, 2)
Eles, porém, não queriam aprender, mas destruir, como ressalta São Beda: “É de se notar a diferença que há entre o espírito do povo e o dos fariseus: o primeiro vem para ser instruído pelo Senhor, para que cure seus enfermos, […] os últimos, para enganá-Lo, tentando-O”. (1)
Pergunta formulada com perversa intenção
Feriseus
Cientes de que o Redentor já havia defendido o casamento indissolúvel (cf. Mt 5, 31-32), seus adversários quiseram pô-Lo à prova, confrontando-O com Moisés, que permitira o divórcio.
Pretendiam, assim, colocá-Lo numa posição difícil, pois se Ele respondesse com uma negativa, estaria Se pronunciando contra o profeta; se dissesse que sim, rejeitaria sua própria doutrina. Ademais, tanto uma quanto outra solução dividiria a opinião pública, dado que os judeus seguiam as mais variadas tendências a esse respeito.
A Sabedoria Divina desmonta uma armadilha humana
Nosso Senhor é a Sabedoria Eterna e Encarnada, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Para Ele, então, não constituía novidade o fato de Lhe apresentarem tal problema.
Sabendo qual era o péssimo intuito dos fariseus ao montar aquela armadilha, Jesus responde com inteira naturalidade e de modo peremptório, indo diretamente ao ponto aonde tencionavam levá-Lo: “perguntou: ‘O que Moisés vos ordenou?’” (Mc 10, 3)
Uma vez descobertos, tiveram que confessar suas intenções, respondendo: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedi-la”. (Mc 10, 4)
A lei positiva deformada pela casuística
Com efeito, estava consignado por Moisés que o marido podia despedir sua mulher “por descobrir nela qualquer coisa inconveniente” (Dt 24, 1). Termos muito genéricos, que com o tempo deram margem a numerosas controvérsias.
Discutiam eles os casos em que tal concessão seria cabível, mas se desviaram, chegando a extremos inimagináveis: alguns eram da opinião de que se a mulher deixasse queimar a comida, o marido já tinha motivo suficiente para repudiá-la. (2)
Além de ser uma insensatez que feria o próprio direito natural, a facilitação do divórcio concorria para desvalorizar cada vez mais a mulher e escravizar o homem às suas próprias paixões.
Ora, isto não condizia com o desígnio de Deus ao criar Eva da costela de Adão. Se fosse da vontade d’Ele “que o homem pudesse deixar uma e tomar outra, depois de criar um só varão teria formado muitas mulheres”, (3) pondera São João Crisóstomo.
Uma permissão motivada pela dureza de coração
Ao situar Moisés no centro da discussão, Nosso Senhor põe os fariseus “contra a parede”, pois lhes demonstra que aquela era uma lei humana, embora promulgada sob inspiração divina. O grande legislador não havia errado; todavia, não era senão “Por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento”. Mc 10, 5)
Fariseu confundido pelas palavras de Jesus
No entanto, o Redentor veio para restabelecera ordem. Tinha Ele o direito de decretar qualquer lei, não só enquanto Deus, mas também enquanto Profeta, previsto pelo próprio Moisés (cf. Dt 18, 15). Por conseguinte, sua palavra valia muito mais que a dele! A fim de evidenciar isto para os fariseus, Ele vai fazer uma afirmação rigorosa, apontando o plano original de Deus a respeito do casamento.
A primitiva pureza do matrimônio é restabelecida
“No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!” (Mc 10, 6-9)
Citando o texto do Gênesis, Se reporta ao princípio da criação, ou seja, ao relacionamento que existia entre homem e mulher antes do pecado: união santa, monogâmica e indissolúvel, em total conformidade com a natureza de ambos. Se esta situação foi alterada, deveu-se à dureza de coração das gerações posteriores.
Não é difícil imaginar o quanto esta sentença do Divino Mestre arranhou os fariseus… Em todas estas contendas, “sempre é Ele quem lhes cose a boca e põe freio ao desaforo de sua língua, e com isso os afasta de Si. Sem embargo, nem assim retrocedem em seu empenho. Tal é naturalmente a malícia, tal a inveja, descarada e insolente”. (4)
Sobre o matrimônio ao longo dos séculos clique aqui
(1) JOÃO SOGNAMIGLIO CLÁ DIAS, EP, “O inédito sobre os Evangelhos”, Libreria Editrice Vaticana, Vol. IV, p. 400-417. Publicado também na revista “Arautos do Evangelho”, nº 166, outubro de 2015, p. 8-17. Para acessar a revista Arautos do Evangelho do corrente mês clique aqui
(2) SÃO BEDA. In Marci Evangelium Expositio. L.III, c.10: ML 92, 229.
(3) Cf. MIDRASH SIFRE DEUT.24, 1, §269. In: BONSIRVEN, SJ, Joseph (Ed.). Textes rabbiniques des deux premiers siècles chrétiens. Roma: Pontificio Instituto Biblico, 1955, p.76.
(4) SÃO JOÃO CRISÓSTOMO. Homilía LXII, n.1. In: Obras. Homilías sobre el Evangelio de San Mateo (46-90). 2.ed. Madrid: BAC, 2007, v.II, p. 286-287.
Ilustrações: Arautos do Evangelho, hijasmisericordia, wordpress.